TRABALHOS DE TRABALHOS DE ENFERMAGEM

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

TRABALHO DE CURSO/ TRIBUNA



TRIBUNA do cesac
INFORMAÇÃO  DE SAÚDE  COM PRECISÃO



Movimento Sanitário no Brasil  dão os primeiros passos para a Reforma Psiquiátrica
Na década de 1970, iniciou-se a emersão do “Movimento Sanitário”, que preconizava mudanças nas práticas de saúde, como modelos de atenção e gestão, saúde coletiva, participação de trabalhadores e usuários na sua gestão e produção, etc. Nessa mesma época, no Brasil, deram-se os primeiros passos da Reforma Psiquiátrica











O MOVIMENTO, FORMADO POR TRABALHADORES QUE INTEGRAVAM O MOVIMENTO SANITÁRIO,
As  associações de familiares, sindicalistas, membros de associações de profissionais e pessoas com longo histórico de internações psiquiátricas (Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental - MTSM), surgiu em 1978, protagonizando a denúncia das violências dos manicômios, da preeminência de uma rede privada de assistência e da mercantilização da loucura, formando uma crítica ao saber psiquiátrico e ao modelo hospitalocêntrico presente.
Um exemplo é a ruptura com paradigmas, que houve no asilo Colônia Juliano Moreira, tendo mais de 2.000 internos no início da década de 1980, no Rio de Janeiro, usando a experiência italiana de desinstitucionalização em psiquiatria .






Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou Núcleo de Atenção Psicossocial é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS). É um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida.
O objetivo dos CAPS é oferecer atendimento à população de sua área de abrangência, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. É um serviço de atendimento de saúde mental criado para ser substitutivo às internações em hospitais psiquiátricos. O Caps visa prestar atendimento em regime de atenção diária;Gerenciar os projetos terapêuticos oferecendo cuidado clínico eficiente e personalizado;Promover a inserção social dos usuários através de ações intersetoriais que envolvam educação, trabalho, esporte, cultura e lazer, montando estratégias conjuntas de enfrentamento dos problemas. Os CAPS também têm a responsabilidade de organizar a rede de serviços de saúde mental de seu território;Dar suporte e supervisionar a atenção à saúde mental na rede básica, PSF (Programa de Saúde da Família), PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde);Regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental de sua área;Coordenar junto com o gestor local as atividades de supervisão de unidades hospitalares psiquiátricas que atuem no seu território;Manter atualizada a listagem dos pacientes de sua região que utilizam medicamentos para a saúde mental.
Os CAPS  contam com espaço próprio e adequadamente preparado para atender a demanda  capazes de oferecer um ambiente continente e estruturado contendo os resursos  recursos físicos: Consultórios para atividades individuais (consultas, entrevistas, terapias);Salas para atividades grupais;Espaço de convivência;Oficinas;Refeitório (o CAPS deve ter capacidade para oferecer refeições de acordo com o tempo de permanência de cada paciente na unidade);Sanitários;São  cinco tipos de CAPS diferentes, cada um com uma clientela diferenciada (adultos, crianças/adolescentes e usuários de álcool e drogas) a depender do contingente populacional a ser coberto (pequeno, médio e grande porte) e do período de funcionamento(diurno ou 24h), Temoa ainda  o Caps I, II, III,  CAPSi e o CAPS ad.
CAPS I – “UMA NOVA FORMA DE CUIDAR”
CAPS I  que  são serviços para cidades de pequeno porte, que devem dar cobertura para toda clientela com transtornos mentais severos durante o dia (adultos, crianças e adolescentes e pessoas com problemas devido ao uso de álcool e outras drogas).
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
O CAPS II  que  são servos para cidades de médio porte e atendem durante o dia clientela adulta
Programa de Saúde Mental
O Programa de Saúde Mental conta, hoje, com um ambulatório de saúde mental, um CAPS AD e CAPS I e II. O ambulatório de saúde mental está localizado no Centro de Especialidades Médicas de Foz do Iguaçu. O ambulatório atualmente serve ao Programa de Saúde Mental atendendo às demandas de acompanhamento psicossocial para pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde ou que tenham recebido alta dos CAPS, mas ainda precisem de acompanhamento especializado.
Weslley  procurou ajuda no Caps II, mas Prefeitura disse que internações só em casos excepcionais (Foto: Matheus Urenha / A Cidade).Weslley tem 35 anos e veio de Uberaba (MG) para Ribeirão Preto em 2000. Ele diz que sempre teve depressão, que se agravou após o término de um namoro. De tanto ver o crack na televisão, decidiu experimentar há um ano e meio. E não largou mais.
No começo fumava uma pedra a cada 15 dias. Depois, a dose foi aumentando até chegar às dez diárias.Em janeiro deste ano ele viu que, em suas palavras, caminhava para uma estrada sem saída. Procurou o Caps II (Centro de Atenção Psicossocial) e pediu ajuda.No bolso, carrega a carteirinha que comprova as sessões no Caps, a última feita em 13 de agosto.“Tudo o que eu mais quero é ser internado, não por algumas semanas, mas por, pelo menos, um ano”, diz Weslley, com sinceridade na voz.

“A saúde mental está relacionada com a alegria de viver”.
• CAPS III – são serviços 24h, geralmente disponíveis em grandes cidades, que atendem clientela adulta.
Este Centro é uma unidade intermediária entre a Emergência Psiquiatra e o Hospital. Nele está implantada uma concepção do moderno atendimento psiquiátrico, com a estrutura de funcionamento preconizada pelo Ministério da Saúde, e tem por objetivo humanizar o tratamento e promover o que chamamos de desospitalização da psiquiatria, porque a proximidade com a família representa parte do tratamento __ ressalta, explicou o psiquiatra coordenador da Saúde Mental em Campos.
EQUIPE PROFISSIONAL QUE COMPÕE  O CAPS  
 Todos os tipos de CAPS são compostos por equipes multiprofissionais, com presença obrigatória de Psiquiatra, Enfermeiro, Psicólogo e Assistente social, aos quais se somam outros profissionais do campo da saúde. A estrutura física dos CAPS deve ser compatível com o acolhimento, desenvolvimento de atividades coletivas e individuais, realização de oficinas de reabilitação e outras atividades necessárias a cada caso em particular.